Olá! Bem vindo(a) a mais um post do blog Welbox. Hoje vamos falar sobre Luvas resistentes a furo de agulha.

As luvas desempenham um papel muito importante na proteção da saúde dos profissionais, pacientes e clientes, pois diminuem as contaminações entre as pessoas e o ambiente também.

Algumas situações são previsíveis, como o manuseio de agulhas por profissionais da saúde em geral.

enfermeira sem luvas de procedimento
Realizar procedimentos sem luva torna o risco maior

São eles(as) médicos (as), enfermeiros (as), técnicos (as) de enfermagem, veterinários, etc.

Então, já que sabemos os riscos de contaminação que podem acontecer por causa de acidentes com agulhas, como podemos evitá-los?

E se por acaso fabricassem uma luva resistente a furo de agulha?

É possível que uma luva consiga evitar a perfuração de algo tão afiado quanto uma agulha?

 

A seringa é classificada como um material perfurante. Também existem os materiais cortantes, que assim como as seringas, são responsáveis por boa parte da contaminações que acontecem.

O que são objetos perfurocortantes?

Os perfurocortantes  incluem agulhas, bem como lancetas, lâmina de barbear, tesouras, objetos metálicos, grampos, pinos, cortadores e itens de vidro (ampolas, garrafas, etc).

Essencialmente, qualquer objeto que seja capaz de cortar e/ou perfurar a pele pode ser considerado um perfurocortante.

Quando falamos sobre materiais perfurocortantes, as possibilidades de contaminação se ampliam grandiosamente, indo muito além das agulhas de seringa.

Apenas nos Estados Unidos (lamento mas não existem informações sobre o Brasil), os dados são alarmantes: estima-se que 600.000 ocorrências de “picadas” de agulha são contabilizadas anualmente, deixando em alerta todos os que atuam na área da saúde e realizam procedimentos com materiais perfurocortantes.

Devemos lembrar que, apesar das inúmeras ocorrências de acidentes com as agulhas das seringas, elas são responsáveis pela prevenção de muitas doenças e manutenção de vidas preciosas que estão nos leitos dos hospitais.

Desde o seu surgimento, as seringas cumprem um papel importantíssimo no avanço da medicina e da ciência, servindo de veículo para uma vida mais saudável. São seis séculos de existência, passando por mudanças no design e composição dos materiais.

 

luva resistente a seringa antiga
O medo de injeção tem explicação. Foto: Pinterest

Riscos e benefícios das agulhas

Acredita-se que a seringa tenha surgido apenas no século XV, na Itália. Há várias controvérsias sobre a criação da seringa, uma vez que os ingleses Christopher Wren (1632-1723) e Robert Boyle realizaram procedimentos com materiais semelhantes a seringa. Mas é do médico francês Dominique Anel o crédito pela criação da seringa tradicional, utilizada até hoje.

Independente da origem, o(s) criador(es) tem a nossa gratidão pelo feito. Com certeza ele não tinha noção da amplitude de usos que se faz do material hoje em dia. Quem ganhou e continua ganhando, é a humanidade.

Apesar dos benefícios, as agulhas também trazem alguns transtornos que, se não forem observadas as devidas medidas de segurança para evitar contaminação, podem trazer sérias consequências.

 

Você sabia? Os profissionais de saúde, especificamente os odontólogos, são as maiores vítimas de contaminação. Nós falamos sobre como evitar essa contaminação no post sobre luvas de procedimento- Guia completo.

Quais são os perigos das lesões de agulhas?

Lesões causadas por agulhas são canais de transmissão de doenças infecciosas, com uma atenção especial aos vírus transmitidos pelo sangue. A preocupação inclui o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) que leva à AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida), hepatite B e hepatite C.

As punções acidentais por agulhas contaminadas podem injetar fluidos perigosos no corpo através da pele. Existe potencial para injeção de drogas perigosas, mas o contato com fluidos infecciosos, especialmente o sangue, é de longe, a maior preocupação. Mesmo pequenas quantidades de fluido infeccioso podem espalhar doenças.

O risco de infecção após exposição ao sangue infectado varia de acordo com o patógeno transmitido pelo sangue.

De acordo com pesquisas médicas realizadas no Canadá, no ano de 2012, existe uma chance de 6 a 30% de que uma pessoa exposta seja infectada após uma lesão com agulha contaminada com vírus da hepatite B. Em uma situação similar com o HIV, há cerca de 0,3% de chance de infecção e há cerca de 2% de chance de infecção pela hepatite C.

contaminação - luvas de procedimentos
Imagem: Site Bulas de Medicamentos

Note-se também que, como o vírus da hepatite B pode sobreviver em superfícies ambientais por mais de uma semana, é possível ocorrer a exposição ao vírus de forma indireta através de objetos contaminados.

Lesões transmitiram muitas outras doenças envolvendo vírus, bactérias, fungos e outros micro organismos para profissionais de saúde, pesquisadores de laboratório e pessoal veterinário, demonstrando que lesões de agulhas podem ter sérias conseqüências.

Como evitar a contaminação por agulhas?

As lesões por agulhas são um perigo para as pessoas que trabalham com seringas e outros equipamentos de agulhas.

Essas lesões podem ocorrer a qualquer momento quando as pessoas usam, desmontam ou descartam as agulhas.

Quando não são descartadas adequadamente, as agulhas podem ir pro lixo comum ou ferir outros profissionais que as encontram de forma inesperada.

Realizar a prevenção de lesões é a maneira mais eficaz de proteger os profissionais envolvidos no ciclo de uso e descarte dos materiais perfurocortantes. Um programa abrangente de prevenção de lesões atraentes incluiria:

  • Sistemas eficazes de coleta de resíduos.
  • Treinamento de funcionários.
  • Programas de vigilância.

Os trabalhadores que usam objetos cortantes devem exigir ações educacionais e treinamentos como parte de um programa de prevenção às lesões. Os profissionais devem saber como se proteger durante o uso, bem como proteger as outras pessoas, as quais podem se contaminar durante ou após os procedimentos.

Para descarte dos resíduos, é necessário o uso de dispositivos, os conhecidos “coletores de resíduos perfurocortante”.

Eles devem atender a todas as normas de segurança.

coletor de residuos - agulhas
Imagem: Descarpack

 

Isso não significa dizer que os profissionais de saúde são as únicas vítimas de contaminação por agulhas, mas são as principais.

Existem luvas para vários profissionais que entram em contato com resíduos de saúde, tanto na etapa de geração, bem como na coleta.

Mas como saber quais são as luvas resistentes a furos de agulhas? Elas realmente existem?

Quais são as luvas resistentes a furos de agulhas?

A resposta correta está no tipo de uso que será feito. Existe uma grande diferença entre as diversas luvas disponíveis para procedimentos, bem como para as demais atividades da área de saúde. Atualmente, é possível encontrar Luvas resistentes a furos de agulhas, porém o seu uso é indicado em atividades relacionadas a coleta de resíduos de saúde.

Devemos lembrar das seringas com agulhas que são descartadas de forma incorreta, muitas vezes misturadas ao lixo comum. Catadores e funcionários das empresas de coleta de lixo podem ser vítimas tanto quanto os “profissionais do consultório”.

coleta de perfurocontantes
Imagem: Blog coletaseletivaemsalvador

A coleta de lixo comum NÃO PODE recolher os resíduos de saúde, a destinação final é totalmente diferente e os riscos de contaminação são altíssimos.

Basicamente, o lixo comum segue para os aterros sanitários, enquanto os resíduos dos serviços de saúde passam por um processo de incineração-autoclave para que seja eliminada a contaminação existente. Em seguida, as cinzas ou os detritos do processo são encaminhados aos aterros sanitários.

Por isso é tão importante dar a destinação correta ao material hospitalar usado, afinal, clínicas, hospitais, laboratórios e demais instituições geradoras de Resíduos de saúde contaminados, tem a obrigação de comprovar qual o destino final do lixo produzido.

Existem várias empresas que atuam no segmento de coleta de resíduos de saúde. Se você ainda não dá a destinação correta, faça uma busca rápida no google , você encontrará alguma empresa que faça a coleta na sua cidade.

Por que não existem luvas de procedimento resistentes a agulhas?

O motivo é bem simples: as luvas que resistem a furos de agulhas precisam ser mais resistentes que as luvas de procedimentos tradicionais.

Sendo assim, elas diminuem a capacidade tátil das mãos, ou seja,  dificultam a realização de procedimentos simples, como por exemplo manusear a própria seringa e outros materiais de uso comum.

Na demonstração exibida no vídeo abaixo, é possível verificar que a agulha de uma seringa é capaz de perfurar diversos tipos de luvas.

Outro motivo que inviabiliza a criação de luvas “anti furos” é obrigação de uso único das luvas de procedimentos. Os modelos de luvas resistentes às agulhas possuem custo elevado e podem ser utilizadas inúmeras vezes, o que seria impossível de imaginar quando falamos de luvas de procedimento.

É terminantemente proibido o reuso de luvas de procedimento.

Para oferecer resistência contra objetos afiados e muito finos (como agulhas), fios finos ou fragmentos de vidro, as luvas precisam de uma composição de matérias primas diferenciadas, que não são possíveis de ser incluídas nas luvas de procedimentos utilizadas nos consultórios e hospitais.

CONCLUSÃO

Já vimos que é possível que uma luva seja desenvolvida para ser altamente resistente às agulhas, resta saber quando essa tecnologia estará disponível às luvas de procedimento.

Enquanto isso não acontece, escolha materiais confiáveis, para que você possa ter certeza de receber a melhor proteção possível.

Independente da forma de transmissão, seja ela por contato com fluidos corporais, perfuração por agulha etc, o nosso objetivo é poder compartilhar conteúdo útil para que você proteja a sua saúde e consiga realizar o seu trabalho com mais segurança e tranquilidade.

 

use luvas e aproveite a vida

 

Aproveite a sua profissão, tenha qualidade de vida e desfrute das suas

conquistas, afinal todo o esforço DEVE TER uma recompensa

proporcional. Mas lembre-se: não descuide da proteção!

 

 

 

 

E você, já passou por alguma situação de contaminação?

Na sua opinião, o que poderia ter sido feito para evitar o problema?

Deixe o seu comentário. É uma satisfação ouvir a sua história.

 

 

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